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Graziela AlbuquerquePorque tudo que quero é ser feliz
January, 2007 ATITUDEJoão era o tupo do cara que você gostaria de conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de poditivo a dizer.
Se alguem lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo "se melhorar estraga". Ele era um gerente especial, pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes.
Ele era motivador nato. Se um colaborador estava tendo um dia ruim, João sempre estava dizendo como ver o lado positivo da situação.
Fiquei tão curioso com o seu estilo de vida que um dia lhe perguntei: Você não pode ser uma pessoa tão positiva todo o tempo. Como você faz isso?
Ele me respondeu: a cada manhã ao acordar digo para mim mesmo, João, você tem duas escolhas hoje: pode ficar de bom humor ou de mal humor. Eu escolho ficar de bom humor.
Cda vez que algo de ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho aprender algo.
Toda vez que alguem reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.
"Certo, mas não é fácil", argumentei.
"É fácil, disse-me João. A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda a situação sempre há uma escolha. Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor.
É sua a escolha de como viver a sua vida".
Eu pensei sobre o que João disse, e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha.
Anos mais tarde soube que João cometera um erro, deixandio a porta de serviço aberta, foi rendido por assaltantes. Dominado, enquanto tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele.
Por sorte ele foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta e ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo. Encontrei João mais ou menos por acaso. Quando lhe perguntei como estava, respondeu: "Se melhorar estraga". Contou-me o que havia acontecido perguntando: "Quer ver minhas cicatrizes?"
Recusei ver seus antigosa ferimentos, mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.
A primeira coisa que pensei foi de deveria ter trancado a porta detrás, respondeu. Então, deitado no chão, ensanguentado, lembrei que tinha duas escolhas: poderia viver ou morrer. Escolhi viver. Você nã estava com medo? perguntei.
Os paramédicos foram ótimos. Eles me diziam que tudo ia dar certo e que ia ficar bom. Ms quando entrei na sala de emergência e vi a expressão do médico e enfermeiras, fiquei apavorado. Em seus lábios eu lia: "esse ai já era". Decidi então que tinha que faz er algo.
O que fez? , perguntei. Bem havia uma enfermeira que me fazia muitas perguntas. Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa.
Eu respondi: "sim". Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e gritei: "Sou alérgico a balas!" Entre risadas lhes disse: "Eu estou escolhendo viver, operem-me como ser vivo, não como morto."
João sobreviveu graças a persistência dos médicos, mas também graças à sua atitude.
Aprendi que todo dia temos a opção de viver plenamente. Afinal de contas "ATITUDE É TUDO".
AD
August, 2006 GirassolNossos olhos são seletivos, nós "focalizamos" o que queremos ver e deixamos de ver o restante.
Escolha focalizar o lado melhor, mais bonito, mais vibrante das coisas, assim como um girassol escolhe sempre estar virado para o sol!
Você já reparou como é fácil ficar de baixo astral? " Estou de baixo astral porque está chovendo, porque tenho uma conta para pagar, porque não tenho exatamente o dinheiro ou aparência que eu gostaria de ter, porque ainda não fui valorizado, porque ainda não encontrei o amor da minha vida, porque a pessoa que quero não me quer, porque...
É claro que tem hora que a gente não está bem. Mas a nossa atitude deveria ser a de uma antena que tenta, ao máximo possível, pegar o lado bom da vida.
Na natureza, nós temos uma antena que é assim. O girassol. O girassol se volta para onde o sol estiver. Mesmo que o sol esteja escondido atrás de uma nuvem. Nós temos de ser mais assim, aprender a realçar o que de bom recebemos. Aprender a ampliar pequenos gestos positivos e transformá-los em grandes acontecimentos. Temos de treinar para sermos o girassol que busca o sol, a vitalidade, a força, a beleza.
Por que só nos preparamos para as viagens, e não para a vida, que é uma viagem? Apreciar o amor profundo que alguém em um determinado momento dirige a você. Apreciar um sorriso luminoso de alguem que você gosta. Apreciar uma palavra amiga, que vem soar reconfortante e reanimadora. Apreciar a festividade, a alegria, a risada. E quando estivéssemos voltando a ficar mal-humorados, tristonhos, desanimados, revoltados, que pudéssemos nos lembrar de novo de sermos girassóis.
Selecione o melhor deste mundo, valorize tudo o que de bonito e bom que haja nele e retenha isto dentro de você. É este o segredo de quem consegue manter um alto grau de vitalidade interna !
Beijos August, 2006 O diário de Capitu - e um olhar de areia movediça sobre o concreto oculto(...) À queima-roupa entregou-me um dossiê tentando provar que a vida tanto pode ser ma
ravilhosa, quanto curta. Riu ao ver meu coração se danar e me chamou para ir embora daqui, levando na mochila as magias das incertezas. Ele me chama de bela e me morde a boca quando me beija. Tem noites em que ele se esconde entre os meus cabelos e diz que gosta do meu cheiro. Eu não gosto do seu jeito extravagante de me confundir, mas gosto quando ele me deixa nua, sem disfarces e se confunde. Nunca me prometeu os anéis de Saturno, mas por mim derrama suas conspirações de universo, sabe? Depois me olhou com olhos cítricos e disse que por mim não chora e que o amor é quase uma heresia. Me escreveu a mesmíssima poesia pela milésima vez, e eu, tola, por um excesso de lirismo, e heresia, deixei esse cisco no olhar escorrendo pelas paredes coronárias cheias de vãos. Encarnei um olhar de Capitu em dia de claustro e dor, revelando minhas últimas gotas que se evaporam, mas eu sei, com quase certeza, que todos nós acabaremos mortos mais dia menos dia. Me contaram que a gente morre, e morre e morre e nasce para morrer de novo. Talvez seja por isso que sou abismada com tanta vida desperdiçada ao redor, com tanta vida definhando abismo abaixo. Eu sou um abismo. Eu não tive tempo de contar para ele que há em cada vão coronário uma saudade, um suspiro, e em cada suspiro o surrealismo de achar que a vida pode ser maravilhosa. E é.
Por Geórgia.
Beijos August, 2006 Sejam bem vindosSeja uma estrela
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